Dia Mundial da Alimentação: a Vinha e o Vinho à mesa da Dieta Mediterrânica

Assinala-se hoje, 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que, este ano, nos desafia a refletir sobre «como inovar hoje para nutrir amanhã». Em Portugal, esta reflexão encontra na Dieta Mediterrânica um património vivo, que articula alimentação, território, partilha e sustentabilidade. Neste contexto, a Vinha e o Vinho integram uma herança cultural e gastronómica secular, cuja valorização caminha a par da inovação.

Dieta Mediterrânica: um património de território e partilha

Reconhecida pela UNESCO, em 2013, como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a Dieta Mediterrânica transcende a dimensão alimentar. É um modelo cultural e social que reúne práticas de produção, preparação e consumo de alimentos, valorizando a sazonalidade, a diversidade, a proximidade, a sustentabilidade e a convivialidade.

 

Neste padrão alimentar, de consumo moderado e responsável o Vinho é mais do que um alimento: é parte integrante de uma refeição partilhada, símbolo identitário e veículo de coesão e conexão territorial. Este é o contexto que dá sentido à Cultura Vitivinícola de Portugal: o Vinho como expressão da identidade de um território, de uma casta e de um “saber-fazer” transmitido entre gerações.

Inovar hoje, preservar o património de amanhã

O desafio lançado pela FAO encontra eco no setor vitivinícola, onde a inovação desempenha um papel cada vez mais relevante na preservação dos recursos naturais, na adaptação às alterações climáticas e na sustentabilidade das explorações.

 

Da gestão eficiente da água à conservação da biodiversidade nas Vinhas, da valorização das castas autóctones à digitalização dos processos de produção e rastreabilidade, são várias as frentes em que o conhecimento e a tecnologia podem contribuir para conciliar a preservação do património vitivinícola com as exigências ambientais, económicas e sociais do futuro.

 

Também os mecanismos de proteção da origem e da identidade dos produtos assumem um papel importante nesta valorização. As Denominações de Origem Protegida (DOP) e as Indicações Geográficas Protegidas (IGP) contribuem para salvaguardar a ligação entre os produtos e os territórios de proveniência, promovendo a autenticidade, a diferenciação e a confiança dos consumidores, no âmbito do quadro regulamentar aplicável ao setor vitivinícola.

 

Enquanto entidade responsável pela coordenação e controlo da organização institucional do setor vitivinícola, o Instituto da Vinha e do Vinho, I. P. (IVV), contribui para a valorização e credibilidade deste património, acompanhando a evolução do setor e os desafios que se colocam à sua sustentabilidade.

Consumo responsável, com base em evidência

Importa ser claro: a evidência científica sustenta que não existe um nível de consumo de álcool isento de risco. A mensagem do IVV é, por isso, a da informação, da escolha consciente e da responsabilidade, valorizando o Vinho enquanto produto cultural, gastronómico, veículo de conexão civilizacional e símbolo da identidade de Portugal.

 

Neste Dia Mundial da Alimentação, o IVV associa-se à reflexão sobre a importância de sistemas alimentares mais sustentáveis e de escolhas informadas, valorizando a riqueza da Dieta Mediterrânica: a diversidade dos alimentos, o respeito pela sazonalidade, a atividade física e o prazer de partilhar refeições.

 

Preservar, inovar com responsabilidade e valorizar o território são compromissos que permitem manter vivo o património vitivinícola de Portugal, em diálogo com os desafios alimentares e ambientais do futuro.

 

Mais informações: FAO – Dia Mundial da Alimentação

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