IVV assinala o encerramento do 47.º Congresso Mundial da Vinha e do Vinho com gesto de reconhecimento à OIV

Realizado de 12 a 16 de outubro, o 47.º Congresso Mundial da Vinha e do Vinho decorreu sob o tema «Moldar novos paradigmas para o setor mundial da Vinha e do Vinho». Esta edição ficou marcada pela realização inédita do Congresso no continente asiático.

 

Durante cinco dias, mais de 600 participantes de 47 países reuniram-se em Yinchuan, na região de Ningxia. Entre eles estavam investigadores, a academia, representantes diplomáticos e agentes do setor vitivinícola, provenientes de 42 Estados-Membros da OIV e de cinco Estados não membros. O programa contou com 420 contribuições científicas e seis visitas técnicas, num espaço de partilha de conhecimento, cooperação internacional e reflexão estratégica sobre o futuro do setor vitivinícola mundial.

 

Portugal teve uma participação de relevo nesta edição, com várias comunicações apresentadas nas áreas da economia e direito, da viticultura e da enologia. A presença portuguesa reflete a qualidade da investigação nacional e o contributo ativo do País para o conhecimento científico e técnico do setor a nível internacional.

 

A qualidade das comunicações científicas foi destacada pela OIV. Nos próximos meses, os trabalhos apresentados serão disponibilizados em acesso aberto na plataforma IVES Conference Series, ficando ao alcance de investigadores, técnicos, agentes do setor e estudantes de todo o mundo.

 

A entrega das ofertas institucionais simboliza o reconhecimento de Portugal pelo trabalho desenvolvido pela OIV na cooperação internacional e na construção de normas e orientações comuns para o setor vitivinícola. O gesto reafirma, igualmente, a proximidade institucional entre o IVV e a OIV, num ano em que o IVV assinala 40 anos de existência sob a designação de Instituto da Vinha e do Vinho.

 

Membro da OIV desde a sua fundação, Portugal mantém o seu compromisso com a cooperação multilateral, com o desenvolvimento sustentável e com a valorização do setor vitivinícola. O IVV continuará a acompanhar e a contribuir ativamente para os trabalhos da OIV, assegurando a representação dos interesses do setor vitivinícola português neste fórum internacional.

 

Mais informações: chinawine.agri.cn/oiv2026 | Comunicado de imprensa da OIV

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IVV marca presença no 47.º Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, na China

Pela primeira vez na história, o Congresso Mundial e a Assembleia Geral da OIV realizam-se no continente asiático. O congresso decorre sob o tema “Moldar novos paradigmas para o setor mundial da Vinha e do Vinho“. Junta investigadores, corpo diplomático e representantes do setor de todo o mundo para discutir os desafios e as oportunidades que marcam o presente e o futuro da fileira.

 

Portugal integra a OIV desde a sua fundação. A participação do IVV reforça o compromisso nacional com a cooperação internacional, a partilha de conhecimento científico e a construção de normas comuns para o setor vitivinícola. Estas normas abrangem as práticas enológicas, a rotulagem e a informação ao consumidor, entre outras matérias.

 

Em paralelo ao congresso, Ningxia acolhe a 6.ª Exposição Internacional de Cultura Vitivinícola e Turismo da China. A exposição cruza o turismo vitivinícola com a cultura, o desporto, o bem-estar e o comércio.

Mais informações, clique aqui. 

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O que são contaminantes alimentares e porque a União Europeia (UE) os regula

Os contaminantes alimentares são substâncias que não são intencionalmente adicionadas aos alimentos, mas que neles podem estar presentes em resultado de fatores como a produção agrícola, a contaminação ambiental, o processamento industrial ou o contacto com determinados materiais e embalagens. Ao contrário dos aditivos, cuja presença é deliberada e regulada em função da sua função tecnológica, os contaminantes representam um risco a controlar e, sempre que possível, a eliminar.

O quadro jurídico da União Europeia parte do Regulamento (CEE) n.º 315/93, que estabelece os princípios gerais aplicáveis aos contaminantes nos géneros alimentícios, e é atualmente concretizado pelo Regulamento (UE) 2023/915, que fixa os teores máximos aplicáveis a diferentes grupos de contaminantes — micotoxinas, metais pesados, poluentes orgânicos persistentes, entre outros — e que revogou o anterior Regulamento (CE) n.º 1881/2006.

O princípio orientador é o chamado critério ALARA (“as low as reasonably achievable“): quando existe risco potencial para a saúde, os teores máximos devem ser fixados ao nível mais baixo que seja razoavelmente atingível através de boas práticas agrícolas e de fabrico. Este enquadramento aplica-se à generalidade dos géneros alimentícios, incluindo produtos vitivinícolas, e é complementado pelo Regulamento (CE) n.º 178/2002, que estabelece os princípios gerais da legislação alimentar e cria a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).

2. Especificidades do Vinho

Ocratoxina A

 

A ocratoxina A (OTA) é uma micotoxina produzida por bolores dos géneros Aspergillus e Penicillium, que pode desenvolver-se na uva em condições de calor e humidade e persistir ao longo do processo de vinificação. É classificada como nefrotóxica, sendo o rim o órgão-alvo mais sensível à sua exposição prolongada.

 

O Regulamento (UE) 2023/915 fixa o teor máximo de OTA em 2,0ug/kg em vinhos (incluindo vinhos frisantes e vinhos espumantes, com exceção de vinhos licorosos e vinhos com teor alcoométrico igual ou superior a 15% vol.) e em vinhos aromatizados, bebidas aromatizadas à base de vinho e cocktails aromatizados de produtos vitivinícolas, com limites aplicáveis desde as colheitas de 2005. O cumprimento destes limites depende diretamente de boas práticas na Vinha — maturação, sanidade da uva e condições de colheita — e na adega.

 

Elementos Potencialmente Tóxicos (PTE)

 

Alguns destes elementos existem naturalmente na crosta terrestre e podem atingir solos e águas através da meteorização de rochas, erosão do solo ou atividade vulcânica. Contudo, é innegável que a atividade humana alterou profundamente o equilíbrio natural destes contaminantes no ambiente. O Chumbo (Pb), cádmio (Cd), mercúrio (Hg) e arsénio (As) são contaminantes ambientais potencialmente tóxicos que podem chegar à uva através do solo, da água de rega ou de práticas fitossanitárias, e ao vinho através de equipamentos e materiais utilizados na vinificação.

 

O Regulamento (UE) 2023/915 estabelece teores máximos para diversos destes elementos em géneros alimentícios, e o controlo laboratorial destas substâncias no vinho é hoje uma prática corrente.

 

Resíduos de pesticidas

 

O Regulamento (CE) n.º 396/2005 estabelece os limites máximos de resíduos (LMR) de pesticidas autorizados no interior e à superfície dos géneros alimentícios e alimentos para animais, incluindo a uva e produtos dela derivados. Estes limites são definidos por substância ativa e por matriz, e são periodicamente revistos à luz de novos dados científicos e das avaliações da EFSA. O cumprimento dos LMR pelos operadores vitivinícolas é assegurado através de boas práticas fitossanitárias na Vinha e de um intervalo de segurança adequado entre a aplicação de produtos fitofarmacêuticos e a vindima.

3. O papel do IVV na monitorização

Em Portugal, o controlo oficial dos contaminantes nos géneros alimentícios é assegurado através de planos nacionais de controlo, designadamente o Plano Nacional de Controlo de Contaminantes (PNCC), integrado no Plano Nacional de Controlo Plurianual (PNCP) coordenado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). Este controlo enquadra-se no Regulamento Delegado (UE) 2022/931 e no Regulamento de Execução (UE) 2022/932, que estabelecem as regras aplicáveis aos controlos oficiais de contaminantes nos géneros alimentícios.

 

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) desempenha igualmente um importante papel na avaliação dos riscos da cadeia alimentar, e na fiscalização do cumprimento da legislação nas diferentes etapas, desde a transformação até à comercialização dos géneros alimentícios ao consumidor assegurando a segurança alimentar.

 

O Instituto da Vinha e do Vinho, I.P. atua como organismo regulatório no setor vitivinícola, no âmbito do Plano Nacional de Controlo Plurianual. Esta função complementa a missão de coordenação e salvaguarda da fileira vitivinícola nacional atribuída ao IVV pelo seu diploma orgânico, garantindo que os produtos colocados no mercado — nacional e de exportação — cumprem os teores máximos fixados na legislação europeia.

 

Esta articulação entre entidades reforça um sistema de controlo integrado em toda a cadeia- da Vinha (boas práticas agrícolas e fitossanitárias) à adega (boas práticas de vinificação) passando pelo laboratório (métodos analíticos validados e acreditados), assegurando que os limites definidos pela regulamentação europeia são efetivamente verificados antes da colocação do produto no mercado.

 

Porque reforça a confiança do consumidor

 

A existência de um quadro legislativo europeu rigoroso, assente em critérios científicos e no princípio ALARA, e a sua aplicação efetiva através de planos de controlo nacionais, traduzem-se numa garantia concreta para quem consome Vinho: os teores de ocratoxina A, metais pesados e resíduos de pesticidas são monitorizados e mantidos dentro de limites definidos para proteger a saúde pública.

 

Comunicar este enquadramento de forma clara e acessível é também uma forma de situar o Vinho no seu justo lugar — não apenas como bebida, mas como produto agroalimentar sujeito às mesmas exigências de segurança que qualquer outro género alimentício, e como parte integrante da Dieta Mediterrânica, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Para o IVV, esta transparência reforça o seu papel também como autoridade técnica de proximidade junto dos operadores económicos e como fonte de informação credível para os consumidores.

4. Um desafio que continuará a crescer

As alterações climáticas, a pressão sobre os recursos naturais, a intensificação agrícola e a crescente contaminação ambiental poderão influenciar significativamente os padrões futuros de contaminação por elementos potencialmente tóxicos (Chumbo, Cádmio, Mercúrio, Arsénio) nos alimentos. Fenómenos como seca, acidificação dos solos, mobilização de sedimentos contaminados e alterações nas condições de cultivo podem aumentar a biodisponibilidade destes elementos no ambiente.

 

Paralelamente, o reforço contínuo da legislação europeia demonstra uma tendência clara para limites máximos mais restritivos, aumento do número de matrizes regulamentadas e maior proteção de grupos vulneráveis.

 

Neste contexto, a segurança alimentar dependerá não apenas da capacidade de controlar contaminantes já conhecidos, mas também da rapidez com que a ciência, a indústria e as autoridades reguladoras conseguirão antecipar novos riscos emergentes. Porque, no caso dos elementos potencialmente tóxicos, o maior desafio raramente é aquilo que se vê. É precisamente aquilo que permanece invisível, persistindo silenciosamente ao longo da cadeia alimentar e recordando-nos que a segurança dos alimentos começa muito antes de estes chegarem ao prato do consumidor.

 

Fontes legislativas: Regulamento (CEE) n.º 315/93; Regulamento (CE) n.º 178/2002; Regulamento (CE) n.º 396/2005; Regulamento (UE) 2023/915 (que revogou o Regulamento (CE) n.º 1881/2006); Regulamento Delegado (UE) 2022/931; Regulamento de Execução (UE) 2022/932; Regulamento (UE) 2017/625.

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Serviço Responsável: AEVP lança formação online sobre consumo responsável no setor

A Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), na qualidade de Coordenador Nacional do programa Wine in Moderation em Portugal, promove a formação online “Responsible Service Training”, dirigida a profissionais de todas as áreas do setor vitivinícola.

 

O programa aborda temas como o consumo responsável, a relação entre Vinho e saúde, comunicação, enoturismo e boas práticas profissionais — contributos relevantes para reforçar a sustentabilidade social e a credibilidade da Cultura Vitivinícola portuguesa.

 

A formação decorre inteiramente online, ao ritmo de cada participante, e está disponível em português.

 

Para dar a conhecer os conteúdos e o funcionamento da plataforma, realiza-se uma sessão de apresentação online no dia 23 de setembro, às 14h30 (CET), com inscrição prévia através deste formulário.

 

Custo: 75€ (gratuito para colaboradores de empresas associadas da AEVP).

 

👉 Inscreva-se aqui.

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AICEP promove Webinar sobre o Acordo UE-México

AICEP promove Webinar sobre o Acordo UE-México e as novas oportunidades para as empresas portuguesas.

A AICEP, em articulação com a Embaixada de Portugal no México e o Conselho da Diáspora Portuguesa no México, promove no dia 29 de setembro, entre as 15h00 e as 16h30, o webinar “Acordo Modernizado UE-México: Novas Oportunidades para Portugal”.

A sessão, gratuita e realizada em formato online, tem como objetivo dar a conhecer às empresas portuguesas o novo enquadramento comercial entre a União Europeia e o México, um dos mercados mais estratégicos da América do Norte para a internacionalização de negócios.

Ao longo do webinar, especialistas, representantes institucionais e empresários vão analisar o impacto do novo acordo, identificar os setores com maior potencial de crescimento e discutir os principais desafios, fatores de sucesso e instrumentos de apoio disponíveis para as empresas que pretendam entrar ou consolidar a sua presença no mercado mexicano.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

Inscreva-se já e garanta o seu lugar, aqui.

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IVV e ICAD reforçam diálogo em torno do consumo responsável

O Instituto da Vinha e do Vinho e o seu Conselho Consultivo receberam, no Palácio Sede em Lisboa, o Conselho Diretivo do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências, I.P. (ICAD).

 

O encontro, que contou com a presença de representantes das principais entidades da fileira vitivinícola nacional, teve como objetivo aprofundar a proximidade institucional entre os dois organismos.

 

Ao longo da sessão foram discutidas matérias de interesse comum entre os dois institutos, com particular destaque para a promoção de padrões de consumo moderado e responsável, a prevenção de comportamentos de risco e a valorização de abordagens assentes na informação, na educação e na literacia dos consumidores.

 

Para o IVV, este diálogo reforça um compromisso que atravessa toda a sua missão: o de promover a cultura vitivinícola — enquanto património identitário, cultural, económico e territorial de Portugal — sempre em articulação com os princípios de saúde pública e do consumo responsável.

 

Este encontro permitiu aprofundar a cooperação institucional entre os dois organismos e refletiu uma convicção partilhada: a de que os desafios, em presença, exigem uma resposta conjunta, que una o conhecimento técnico do setor vitivinícola à experiência do ICAD na área da saúde pública.

 

IVV e ICAD comprometem-se a dar continuidade a este diálogo, com o objetivo comum de promover uma sociedade mais informada e mais saudável.

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Período excecional de candidaturas à reestruturação e conversão de vinhas (VITIS Intempéries)

O Instituto da Vinha e do Vinho, I.P. informa que o período excecional de candidaturas à intervenção B.3.4 — Reestruturação e conversão de vinhas, enquadrado pela Portaria n.º 429/2026/1 de 10 de setembro, decorre entre as 9:00 horas do dia 21.09.2026 e as 17:00 horas do dia 21.10.2026, sendo a decisão das candidaturas comunicada aos beneficiários até 31.01.2027.
 
Este período excecional dispõe de uma dotação nacional de 5 milhões de euros, e prevê prioridade para os viticultores afetados pelos fenómenos meteorológicos adversos ocorridos entre 28 de janeiro e 15 de fevereiro de 2026, sem prejuízo da possibilidade de candidatura dos restantes produtores.
 
De referir que apenas se admite uma candidatura por beneficiário sendo elegíveis os investimentos iniciados a partir de 20 dezembro de 2026 (Art.º 7.º da Portaria n.º 315/2024/1, de 5 de dezembro).
As candidaturas devem ser submetidas através da plataforma eletrónica do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I.P. (IFAP).
 
 
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Formação online sobre Serviço Responsável já está disponível para os profissionais do setor

O IVV — Instituto da Vinha e do Vinho associa-se à divulgação da formação online sobre Serviço Responsável, desenvolvida pela ACIBEV e AEVP, ambas na qualidade de Coordenadoras Nacionais do programa Wine in Moderation.

 

Esta formação foi concebida para responder às necessidades de diferentes profissionais que trabalham diariamente com o setor vitivinícola, disponibilizando conhecimentos e ferramentas aplicáveis ao contexto profissional de cada um, com foco na promoção de um consumo responsável e informado.

A quem se destina

A formação foi pensada para diferentes perfis profissionais do setor:

 

  • Produtores de Vinho e Enólogos;
  • Sommeliers;
  • Profissionais de hotelaria e restauração;
  • Operadores de enoturismo;
  • Outros profissionais ligados ao setor vitivinícola.

Estrutura da formação

O programa está organizado em 9 módulos, adaptados às diferentes funções profissionais:

 

  1. Introdução ao Vinho
  2. Vinho e saúde
  3. Enquadramento legal
  4. Normas de comunicação sobre o Vinho
  5. Criando o ambiente certo
  6. Boas práticas
  7. Vinho e comida
  8. Provas de Vinho e eventos
  9. Enoturismo — diversificando a oferta

A formação é totalmente online, disponível ao ritmo de cada formando e em várias línguas, incluindo português, permitindo conciliar a aprendizagem com a atividade profissional.

Condições de acesso

  • Associados ACIBEV e AEVP: acesso gratuito
  • Não associados: 75€ por participante

Webinar de Apresentação

No dia 23 de setembro, entre as 13h30 e as 14h30, a Wine In Moderation promove um webinar dedicado a esta formação, onde serão apresentados em detalhe os conteúdos, o funcionamento e as diferentes formas de acesso.

 

Inscrição gratuita para o Webinar: Clique aqui

 

Mais informações sobre a Formação: Clique aqui

O IVV reforça o convite à participação de todos os profissionais do setor, num investimento que contribui para a valorização da Cultura Vitivinícola nacional, alicerçada em práticas responsáveis e num Serviço Responsável de qualidade.
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Primeiro-Ministro inaugura Expodemo 2026 em Moimenta da Beira, entre maçã, Vinha, Vinho e Património ancestral

Moimenta da Beira recebe, entre os dias 10 e 13 de setembro, mais uma edição da Expodemo, uma das maiores montras económicas da Beira Alta. A inauguração oficial está marcada para o dia 11 de setembro, com a participação do Primeiro-Ministro, num evento organizado pela Câmara Municipal de Moimenta da Beira que junta, num só espaço, a fruticultura, o artesanato regional e a produção vinícola do concelho

Uma feira ancorada no território

O evento decorre no Largo do Tabolado e nas artérias centrais da vila, reunindo mais de 160 expositores dedicados à fruticultura, ao artesanato e ao comércio local. Moimenta da Beira afirma-se como um dos maiores produtores nacionais de maçã, com destaque especial para a variedade Bravo de Esmolfe, um símbolo da identidade agrícola da região que partilha protagonismo com a produção vitivinícola local ao longo dos quatro dias de feira.

No cruzamento de três regiões vitivinícolas

A posição geográfica de Moimenta da Beira confere à Expodemo uma particularidade que interessa de perto ao setor: o concelho situa-se na fronteira natural entre três zonas vitivinícolas de relevo — Távora-Varosa, Dão e Douro. Não é por isso surpreendente que o recinto reúna expositores com rótulos das três denominações, oferecendo aos visitantes uma leitura comparada da diversidade vitivinícola desta região do país.

 

A região demarcada de Távora-Varosa ocupa um lugar particular nesta história: foi a primeira zona portuguesa delimitada para a produção de espumantes, em 1989. As vinhas estendem-se entre os 500 e os 800 metros de altitude, em solos graníticos e arenosos que marcam o perfil sensorial destes espumantes de altitude — um exemplo de como a geografia e o Património ancestral moldam, ainda hoje, a identidade de uma denominação.

Provas orientadas e valorização do conhecimento técnico

Ao longo dos quatro dias, o recinto acolhe provas de vinho conduzidas por enólogos, que orientam os visitantes na identificação de notas aromáticas, estrutura e potencial de envelhecimento das diferentes colheitas em prova. Estas sessões técnicas reforçam o papel pedagógico da feira, aproximando o público em geral da linguagem e do rigor da análise organolética, e contribuindo para uma Cultura Vitivinícola mais informada e exigente.

Uma janela sobre as "Terras do Demo"

Mais do que uma feira comercial, a Expodemo 2026 é uma oportunidade de conhecer de perto a riqueza agrícola e vitivinícola das Terras do Demo. A passagem pelas bancas dos produtores permite descobrir, lado a lado, os espumantes de altitude de Távora-Varosa e as colheitas do Dão e do Douro, num percurso que ilustra a diversidade que carateriza o setor vitivinícola português.

 

A participação do Primeiro-Ministro na cerimónia de inauguração, no dia 11 de setembro, sublinha a relevância nacional deste tipo de eventos regionais na valorização do território, da economia local e do Património ancestral que une a fruticultura à Vinha e ao Vinho nesta região do país.

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Diretor-Geral da OIV marca presença nas celebrações dos 40 anos do IVV

𝐎 𝐬𝐞𝐭𝐨𝐫 𝐯𝐢𝐭𝐢𝐯𝐢𝐧í𝐜𝐨𝐥𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮ê𝐬 𝐫𝐞𝐟𝐨𝐫ç𝐚 𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐩𝐨𝐬𝐢çã𝐨 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥. 𝐍𝐨 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐢𝐚 𝟑𝟏 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨, 𝐨 𝐈𝐕𝐕 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐨𝐮 𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝟒𝟎.º 𝐚𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬á𝐫𝐢𝐨 𝐞 𝐨 𝟏.º 𝐃𝐢𝐚 𝐍𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐕𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐞 𝐝𝐨 𝐕𝐢𝐧𝐡𝐨, 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧ç𝐚 𝐝𝐞 𝐉𝐨𝐡𝐧 𝐁𝐚𝐫𝐤𝐞𝐫, 𝐃𝐢𝐫𝐞𝐭𝐨𝐫-𝐆𝐞𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐚 OIV – International Organisation of Vine and Wine — 𝐎𝐫𝐠𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚çã𝐨 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐕𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐞 𝐝𝐨 𝐕𝐢𝐧𝐡𝐨.

A participação de John Barker constituiu um reconhecimento relevante do papel de Portugal no panorama vitivinícola internacional, reforçando os laços de cooperação entre o setor nacional e a principal organização intergovernamental de referência mundial para a Vinha e o Vinho.

A cerimónia reuniu representantes de toda a fileira — Viticultores, Enólogos, Operadores, Consumidores, OCS, Parceiros públicos, privados e internacionais, Corpo Diplomático, Academia e Entidades de I&D — num momento que incluiu provas de vinhos harmonizadas com os “Menus com História”, inspirados na Dieta Mediterrânica, e momentos culturais dedicados à música e a exposições de pintura, faiança naturalista e literatura.

Uma data que reafirma o compromisso com a valorização da Vinha e do Vinho como património da identidade, da cultura e da economia nacionais, e que reforça a projeção de Portugal no panorama vitivinícola internacional.

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