Previsão de Colheita – Campanha 2026/2027

Estimativa de aumento de 12% na produção de vinho na Campanha 2026/27 face a 2025/26.

Nesta página

Previsão de Colheita - Campanha 2026/2027​

Estima-se que a produção de vinho na Campanha 2026/2027 atinja um volume de 6,7 milhões de hectolitros, mais 12% do que na campanha anterior. A verificar-se a previsão, esta campanha registará um volume de 4% abaixo da média das últimas 5 campanhas.

 

Os aumentos percentuais mais expressivos são registados em quatro regiões: Douro (+25%), Alentejo (+15%), Península de Setúbal (+15%) e Trás-os-Montes (+15%), que juntas representam um acréscimo aproximado de meio milhão de hectolitros face à Campanha 2025/2026.

 

As regiões da Beira Interior e de Távora-Varosa deverão apresentar uma produção em linha com a da campanha anterior, enquanto os Açores deverão registar uma redução de 20%, em consequência da pressão de doenças fúngicas.

É expectável um aumento geral da produção, graças à combinação de condições climáticas favoráveis, que promoveram um bom desenvolvimento vegetativo, e à baixa pressão de doenças, permitindo que as vinhas expressem o seu potencial produtivo.

 

É expectável um aumento geral da produção, graças à combinação de condições climáticas favoráveis, que promoveram um bom desenvolvimento vegetativo, e à baixa pressão de doenças, permitindo que as vinhas expressem o seu potencial produtivo.

Fonte: IVV, IP | Variação da Produção de Vinho por Região (milhares de hectolitros).

Análise das previsões de Produção por Região face à Campanha 2025/2026

Na região dos VERDES, a campanha de 2026 evidencia condições favoráveis, estimando-se um aumento de produção na ordem dos 6%, sustentado pelo bom potencial produtivo e pela elevada qualidade das uvas. As reservas hídricas e a evolução climática permitiram uma boa evolução vegetativa da vinha e uma maturação tendencialmente antecipada. Apesar de alguma pressão de míldio durante a primavera, o estado fitossanitário mantém-se controlado.

 

A região de TRÁS-OS-MONTES apresenta uma perspetiva favorável, com previsão de aumento de produção na ordem dos 15%, sustentada pela boa carga produtiva e pelo bom potencial qualitativo das uvas. O estado fitossanitário mantém-se positivo, apesar de ocorrências pontuais de oídio e de alguns episódios de escaldão devido às temperaturas elevadas e ao défice hídrico.

 

Na região do DOURO estima-se um aumento de produção na ordem dos 25% face à campanha anterior. A campanha decorre sob influência de um inverno chuvoso, seguido de uma primavera e início de verão quentes e secos, com episódios de stress hídrico e escaldão em parcelas mais expostas. Apesar de danos localizados provocados por granizo e do condicionamento associado ao calor extremo, o estado fitossanitário mantém-se favorável, perspetivando-se uma colheita de boa a muito boa qualidade.

 

Na região da BAIRRADA, a vinha apresenta bom desenvolvimento vegetativo e o ciclo decorreu com baixa incidência de míldio e oídio perspetivando-se uma colheita de qualidade. Apesar dos escaldões provocados pelas ondas de calor, prevê-se um aumento de cerca de 7% na produção face à campanha anterior. A vindima deverá iniciar-se cerca de duas semanas mais cedo.

 

Na região do DÃO o inverno chuvoso garantiu boas reservas hídricas e a primavera contribuiu para uma baixa pressão de míldio e oídio, favorecendo o desenvolvimento das vinhas. Apesar de perdas pontuais por desavinho, bagoinha e escaldão, estima‑se um aumento de 5% na produção, com excelente sanidade e elevado potencial qualitativo das massas vínicas.

 

Na região da BEIRA INTERIOR, as vinhas apresentam um desenvolvimento globalmente regular, embora com diferenças entre zonas. As quebras no norte, associadas ao míldio e às novas plantações, deverão ser compensadas pelo aumento no sul, apesar de episódios de stress hídrico e escaldão. Mantendo‑se condições favoráveis, prevê‑se uma produção semelhante à da campanha anterior.

 

Na região TÁVORA-VAROSA prevê-se uma produção semelhante à da campanha anterior, com uma evolução positiva, marcada pela reduzida pressão fitossanitária e por condições climáticas favoráveis à maturação equilibrada das uvas. A altitude e o clima fresco da região contribuem para a preservação da acidez e da qualidade da matéria-prima, permitindo obter uma colheita de boa qualidade, com elevado potencial para a produção de espumantes.

 

Na região do TEJO prevê-se um aumento de 10% na produção, impulsionado pelo bom vingamento e pelo desenvolvimento vegetativo adiantado. Apesar da primavera chuvosa e de episódios de calor intenso, o impacto das doenças e do escaldão foi limitado graças ao controlo fitossanitário e à rega. As uvas apresentam bom estado sanitário, antecipando‑se bons resultados em quantidade e qualidade.

 

Na região de LISBOA prevê-se um aumento de cerca de 7% face à campanha anterior, condicionada sobretudo pelo desavinho provocado pelo excesso de humidade durante a floração. Apesar de algumas vinhas parcialmente fustigadas pelas depressões de inverno e de episódios localizados de míldio e escaldão, a entrada em plena produção de algumas vinhas contribuiu para compensar estas quebras. As vinhas apresentam bom estado vegetativo e sanitário, prevendo-se uma campanha de boa qualidade.

 

Na região da PENÍNSULA DE SETÚBAL, estima‑se um aumento de 15% na produção, apesar das perdas por desavinho e bagoinha. Os episódios de míldio, oídio e escaldão tiveram impacto limitado, mantendo‑se a sanidade das uvas em bom nível. As vinhas exibem excelente estado vegetativo e, com condições favoráveis, antecipa‑se uma campanha de elevada qualidade.

 

Na região do ALENTEJO prevê-se um aumento de 15% na produção, sustentada pelo bom desenvolvimento vegetativo, adequada disponibilidade hídrica e controlo eficaz das principais doenças. Apesar de alguns episódios de míldio, oídio, bagoinha e escaldão, o impacto global tem sido reduzido. As perspetivas qualitativas são muito positivas, mantendo-se como principal risco a ocorrência de temperaturas elevadas até à vindima.

 

Na região do ALGARVE, a precipitação no inverno e na primavera favoreceu o desenvolvimento da vinha. Após a quebra da campanha anterior, prevê-se uma recuperação de 10%. Apesar de focos controlados de míldio, oídio e cicadela, as uvas apresentam bom estado sanitário e prevê-se uma campanha de boa qualidade.

 

Na região da MADEIRA as vinhas apresentam bom estado fitossanitário e prevê‑se uma vindima de boa qualidade, caso as condições meteorológicas se mantenham favoráveis. O desenvolvimento vegetativo está cerca de uma semana atrasado face a 2025. Estima‑se um aumento de 12% na produção.

 

Na região dos AÇORES as vinhas apresentam um desenvolvimento vegetativo globalmente satisfatório, embora as condições de elevada humidade tenham favorecido a pressão de doenças fúngicas, que se mantêm maioritariamente controladas. Contudo, devido ao peso da ilha do Pico na produção regional, estima-se uma quebra global de cerca de 20% face à campanha anterior.

Previsões de Colheita - Campanha 2026/2027

Partilhar: