A ideia é defendida pelo enólogo da Adega Cooperativa de Palmela, Luís Silva, que salienta a importância das castas escolhidas, numa região que já é reconhecida internacionalmente pela produção de vinhos de qualidade.
"A melhoria da qualidade dos vinhos produzidos pela Adega de Palmela resulta fundamentalmente da escolha das castas mais adequadas. Em termos de vinificação não haverá muito a acrescentar", disse à agência Lusa Luís Silva.
"A região de Setúbal já mostrou internacionalmente que é uma grande região de vinhos brancos, tintos e licorosos, e isso faz-nos pensar que temos a responsabilidade de produzir todos os dias vinhos de qualidade", acrescenta, convicto de que o êxito neste negócio depende de uma "boa estratégia a longo prazo".
O presidente da direção da Adega Cooperativa de Palmela, José Carlos Caleiro, sublinha a aposta feita na melhoria da qualidade dos vinhos nos últimos anos.
"Em 2009, quando iniciámos funções, entendemos que deveríamos fazer uma
aposta muito grande na remodelação da marca, da imagem e, naturalmente,
no perfil do vinho, e, em 2010, obtivemos a primeira medalha de ouro com
um vinho Syrah, de 2009, na Alemanha", disse.
"Posteriormente, conquistámos mais alguns prémios, mas 2012 foi, de
facto, um ano de viragem e o melhor da nossa história", refere José
Carlos Caleiro.
No ano passado os vinhos da Adega Cooperativa de Palmela foram distinguidos com nove medalhas de ouro em concursos nacionais e internacionais, além de 16 medalhas de prata, cinco de bronze e quatro prémios de mérito.
Além de vinhos reserva, tintos, brancos e moscatéis, bem como aguardentes, que foram premiados, merece também uma referência o Moscatel de 2005 da Adega Cooperativa de Palmela, que integra a lista dos 10 melhores vinhos portugueses, segundo a escolha do enólogo norte-americano, Doug Frost.
Este vinho Moscatel de 2005 está à venda nos Estados Unidos, em casas da especialidade de Manhattan e Brooklyn.
Com tantos prémios conquistados, a Adega Cooperativa de Palmela espera
aumentar significativamente as exportações, que atualmente representam
apenas sete por cento de toda a produção.
"A nossa estratégia foi consolidar o mercado nacional, mas agora estamos a trabalhar a exportação. O nosso principal mercado é Angola, mas depois temos também a Alemanha, Suíça, Moçambique, Canadá e Rússia. E também já vendemos alguma coisa para a China", disse José Carlos Caleiro.
A Adega Cooperativa de Palmela, com 300 produtores vitivinícolas que
representam uma área de cultivo de mais de 1.000 hectares de vinha,
transforma anualmente cerca de 10,5 milhões de quilos de uvas, valor que
foi ultrapassado o ano passado (11,5 milhões de quilos) devido à boa
produção de 2012.
Fonte: Jornal da Madeira Online
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